domingo, 5 de abril de 2015

Alunos com dificuldades de linguagem....pensando em estratégias para promover a aprendizagem

A escola tem papel fundamental no trabalho com os alunos que apresentam dificuldades de linguagem.

Destacamos algumas sugestões que consideramos importantes para que ele se sinta seguro, querido e aceito pelo professor e pelos colegas.

O Disléxico tem uma história de fracassos e cobranças que o fazem sentir-se incapaz. Motivá-lo, exigirá de nós mais esforço e disponibilidade do que dispensamos aos demais;
Não receie que seu apoio ou atenção vá acomodar o aluno ou fazê-lo sentir-se menos responsável. Depois de tantos insucessos e auto-estima rebaixada, ele tende a demorar mais a reagir para acreditar nele mesmo;
Melhorando a auto-estima:
Incentive o aluno a restaurar o confiança em si próprio, valorizando o que ele gosta e faz bem feito;
Ressalte os acertos, ainda que pequenos, e não enfatize os erros;
Valorize o esforço e interesse do aluno;
Atribua-lhe tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil;
Evite usar a expressão "tente esforçar-se" ou outras semelhantes, pois o que ele faz é o que ele é capaz de fazer no momento;
Fale francamente sobre suas dificuldades sem, porém, fazê-lo sentir-se incapaz, mas auxiliando-o a superá-las;
Respeite o seu ritmo, pois a criança com dificuldade de linguagem tem problemas de processamento da informação. Ela precisa de mais tempo para pensar, para dar sentido ao que ela viu e ouviu;
Um professor pode elevar a auto-estima de um aluno estando interessado nele como pessoa;
Nós não aprendemos pelo fracasso, mas sim pelos sucessos.

Monitorando as atividades:
Certifique-se de que as tarefas de casa foram compreendidas e anotadas corretamente;
Certifique-se de que seu aluno pode ler e compreender o enunciado ou a questão. Caso contrário, leia as instruções para ele;
Leve em conta as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da nossa língua quando corrigir os deveres;
Estimule a expressão verbal do aluno;
Dê instruções e orientações curtas e simples que evitem confusões;
Dê "dicas" específicas de como o aluno pode aprender ou estudar a sua disciplina;
Oriente o aluno sobre como organizar-se no tempo e no espaço;
Não insista em exercícios de fixação repetitivos e numerosos, pois isso não diminui a sua dificuldade;
Dê explicações de "como fazer" sempre que possível, posicionando-se ao seu lado;
Utilize o computador, mas certifique-se de que o programa é adequado ao seu nível. Crianças com dificuldade de linguagem são mais sensíveis às críticas, e o computador, quando usado com programas que emitem sons estranhos cada vez que a criança erra, só reforçará as idéias negativas que elas tem de si mesmas e aumentará sua ansiedade;
Permita o uso de gravador;
Esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil para o aluno. Assim, a professora terá a garantia de que ele está adquirindo os principais conceitos da matéria através de esquemas claros e didáticos;
"Uma imagem vale mais que mil palavras": demonstrações e filmes podem ser utilizados para enfatizar as aulas, variar as estratégias e motivá-los. Auxiliam na integração da modalidade auditiva e visual , e a discussão em sala que se segue auxilia o aluno organizar a informação. Por exemplo: para explicar a mudança do estado físico da água líquida para gasosa, faça-o visualizar uma chaleira com a água fervendo;
Não insista para que o aluno leia em voz alta perante a turma, pois ele tem consciência de seus erros. A maioria dos textos de seu nível é difícil para ele;
Alunos disléxicos podem ser bem sucedidos em uma classe regular. O sucesso dependerá do cuidado em relação à sua leitura e das estratégias usadas.

Avaliação
As crianças com dificuldade de linguagem têm problemas com testes e provas:
Em geral, não conseguem ler todas as palavras das questões do teste e não estão certas sobre o que está sendo solicitado.
- Elas têm dificuldade de escrever as respostas;
- Sua escrita é lenta, e não conseguem terminar dentro do tempo estipulado
Recomendamos que, ao elaborar, aplicar e corrigir as avaliações do aluno disléxico, especialmente as realizadas em sala de aula, adote os seguintes procedimentos:
- Leia as questões/problemas junto com o aluno, de maneira que ele entenda o que está sendo perguntado;
- Explicite sua disponibilidade para esclarecer-lhe eventuais dúvidas sobre o que está sendo perguntado;
- Dê-lhe tempo necessário para fazer a prova com calma;
- Ao recolhê-la, verifique as respostas e, caso seja necessário, confirme com o aluno o que ele quis dizer com o que escreveu, anotando sua(s) resposta(s)
- Ao corrigi-la, valorize ao máximo a produção do aluno, pois frases aparentemente sem sentido e palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos ou informações erradas;
- Você pode e deve realizar avaliações orais também.
Se o disléxico não pode aprender do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Diretrizes Curriculares para a Rede Municipal de Ensino


A rede Municipal de Seropédica encontra se em um momento inédito neste ano de 2015 e importante em sua história: a construção do Currículo da Rede (da Creche ao ensino Fundamental-Anos Finais), com abertura para a participação de professores de creche, de todos professores da rede e diretores, no horário de trabalho.
A construção do Currículo é de suma importância uma vez que o Sistema de Ensino precisa ter sistematizado qual o ser social quer formar, os objetivos e, a partir destes, definir os conhecimentos, as habilidades, a criatividade e os valores que serão trabalhados nos diferentes níveis de ensino; para que todo o corpo docente trabalhe para atingir o estabelecido e impedir lacunas na formação dos alunos. Sendo assim, para garantir ao educando o acesso significativo aos conhecimentos historicamente produzidos e acumulados pela humanidade, de modo que o indivíduo deles se aproprie, constituindo-se como sujeito de aprendizagem desenvolvendo habilidades cognitivas e capacidades reflexivas, críticas e, portanto, sendo capaz de produzir novos conhecimentos, interagindo nos meios natural e cultural em que vive. Essa interação deverá se sustentar em valores éticos e morais que levem o sujeito a considerar, respeitar e valorizar as diversidades, sociabilizar-se, perceber a sua interdependência com a natureza e a cultura e sentir-se como um ser essencial na construção de uma sociedade mais justa e democrática.

1° Fórum de Diretrizes Curriculares para Rede Municipal de Ensino de Seropédica

Realizar-se-á no dia 27 Março no Centro de Referência de Alfabetização Eulália Cardoso de Figueiredo, conforme cronograma abaixo:

Manhã início às 09 horas - Educação Infantil, alfabetização, 4° ano, 5° ano, Classe Especial, Ensino Religioso, Filosofia.

Tarde início às 14 horas - Arte, Matemática, Língua Portuguesa, Geografia, História, Educação Física, Língua Estrangeira , Ciências.

Sensibilizar para ensinar!

A  Escola Nelson Fernandes  realizou no último dia 23 de março um teatro para os alunos representando a Carta da Água, objetivando conscientizar para o uso econômico e eficiente  deste importante recurso natural.  Parabenizamos a equipe pela iniciativa e externamos a todos nossa mensagem de  carinho!



segunda-feira, 23 de março de 2015

Planejamento de intervenções - Revista Educação

Para Molinari, é fundamental que no processo de alfabetização o professor saiba ouvir e observar
Como meus alunos podem aprender a escrever se primeiro não lhes ensino as letras? Como ensino a escrever sem exercitar antes os sons e a pronúncia? Já sei que é necessário escutar as respostas das crianças e interpretar as escritas não convencionais para poder intervir como professor para ensinar, mas como faço isso? 

Se você é professor alfabetizador, certamente já foi incomodado por alguma dessas perguntas. Todas elas, segundo a professora de Ciências da Educação da Universidade Nacional de La Plata e coordenadora do Programa Leitura e Escrita na Alfabetização Inicial de Buenos Aires, Cláudia Molinari, estão relacionadas ao conhecimento da forma como as crianças constroem o conceito da escrita. "Com esse conhecimento o professor pode fazer intervenções conscientes e permitir que a criança complete o processo que a levará a alfabetizar-se", esclarece. 
Construir o conhecimento desse processo tem relação direta com o uso de estratégias e a criação de um ambiente que favoreça a alfabetização. "Uma estratégia é expor as crianças a materiais escritos em diferentes gêneros e estimular, por meio de atividades de registro, que reflitam sobre sua própria escrita e troquem informações com seus colegas. Esse procedimento, quando feito com a ajuda de intervenções conscientes dos professores e acompanhado de um ambiente propício, com disponibilidade e uso de materiais escritos e gráficos, permite que a criança tenha uma alfabetização autônoma e liberta da necessidade de aprender os sons e as letras de maneira formal anteriormente", teoriza a professora argentina.
Neste contexto, ela enumerou algumas das atividades e comportamentos que os professores devem desenvolver em sala de aula para facilitar a alfabetização: 

- Toda vez que requisitar a escrita de alguma palavra, o professor deve solicitar que a criança interprete aquilo que leu, a levando a pensar na estratégia de escrita que usou; 

- O professor pode pedir que a criança coloque uma letra que está faltando na palavra, para isso pode mostrar imagens ou mencionar outras palavras que contenham aquela letra; 

- Expor as possíveis contradições na escrita da criança e solicitar que ela a reformule a partir da reflexão e não escrever por ela; 

- Facilitar, no contexto da produção escrita, o intercâmbio de idéias entre as crianças por meio do confronto das diferenças de escrita de uma mesma palavra. É importante sempre pedir justificativas das hipóteses surgidas; 

- Introduzir informações sobre o funcionamento do sistema de escrita, tanto de forma direta, como indireta, pedindo, por exemplo, que as crianças procurem informações sobre a escrita em materiais disponíveis na sala de aula ou escrevendo no quadro palavras similares àquela que se está tentando ensinar.

Todas essas estratégias, de acordo com Molinari, visam a construir na criança uma necessidade pessoal de interpretação da sua escrita e um comportamento investigativo sobre suas dúvidas que o leve a autonomia no processo de alfabetização. 

"Embora seja difícil para os professores, é preciso, muitas vezes, permanecer em silêncio, apenas observando os comentários e reações das crianças durante a produção textual. Só assim é possível oportunizar a aprendizagem com intervenções conscientes", explica. 

Segundo ela, por muito tempo na história da Educação, as dificuldades de aprendizagem na alfabetização eram justificadas como incapacidade da criança. "Hoje vemos que há uma relação direta entre as estratégias e a formas de ensino adotadas pelos professores e o aprendizado real. É preciso ter uma visão de conjunto e refazer o projeto pedagógico e o planejamento constantemente. A boa alfabetização depende de se criar no professor essa prática cotidiana de observação e intervenção consciente", finalizou.
 Fonte: Revista Educação

A importância do planejamento na promoção da aprendizagem - PNAIC 2015






Boa noite!

 Acreditamos no amor como  a principal ferramenta pedagógica e nos motivamos a cada desafio superado! #Estamosjuntos   #EquipeAlfa

domingo, 8 de março de 2015

Cartaz do Alfabeto com imagens - Sugestão para trabalhar com a leitura incidental














Semana Verde - Preservação da água

Você já parou para pensar como a água é importante? Você já se imaginou vivendo sem água? Isto seria realmente impossível! A água é fundamental para o funcionamento da vida. Ela participa das reações químicas do nosso corpo, dos ciclos biológicos da natureza e é essencial na manutenção dos ecossistemas.
Todas as atividades da sociedade demandam o uso de água, bem como as nossas atividades diárias.
Muitas pessoas não dão muita importância para o consumo consciente de água, porque acham que ela é um recurso inesgotável, podendo ser utilizada à vontade. Essa impressão se dá porque vemos água por todos os lados, seja na chuva, nos rios, lagos, mares, represas, piscinas etc. Realmente, a maior parte da superfície do nosso planeta, cerca de 70%, é ocupada por água.  Porém, desses 70%, apenas 2,5% é constituído por água doce (esse é o tipo que é tratado e destinado ao nosso consumo), o restante é água salgada, segundo a Secretaria de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente.

Se pensarmos em 2,5% de 70%, esse número parece bem baixo, mas esse total seria o suficiente para abastecer toda a população mundial, se não fosse a poluição das águas, a sua distribuição inadequada e, principalmente, o desperdício.
A maior parte dessa água é destinada à produção de alimentos e outra grande parcela para a indústria, restando uma pequena fração para o nosso consumo. Além do desperdício de água que ocorre na produção de alimentos e nas indústrias, desperdiçamos enorme quantidade deste recurso durante as nossas atividades cotidianas.
Os 2,5% de água potável disponível no planeta não são distribuídos de forma homogênea entre a população humana ao redor do mundo. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que um bilhão de pessoas não possuam acesso a um abastecimento de água que seja suficiente para suprir suas necessidades diárias.
Com o aumento da população mundial, dos avanços industriais e tecnológicos, a demanda por água só tenderá a aumentar e, se não a consumirmos de forma consciente, ela será um recurso cada vez mais escasso, o que aumentará os conflitos pelo seu acesso.
Assim, precisamos cuidar desse nosso bem precioso, para que ele não nos falte no futuro e continue propiciando o funcionamento dos ecossistemas. Afinal, a água é um recurso finito.
Todos podem e devem ajudar a cuidar da água. Observe o seu uso diário de água e pense em como você poderia mudar os seus hábitos de forma a economizá-la. Veja algumas mudanças de atitude que você pode adotar para contribuir com o consumo consciente de água:

·         Não tome banhos demorados. Cinco minutos costumam ser o tempo suficiente para termos uma boa higienização;
·         Desligue o chuveiro na hora de se ensaboar e de passar o xampu e o condicionador, religando-o somente na hora do enxágue. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, um minuto de chuveiro ligado gasta cerca de 15 litros de água. Agora imagine o tanto de água que você vai gastar se tomar banhos de 20 minutos, e ainda com o chuveiro ligado! Seriam mais ou menos 300 litros de água potável sendo
jogados fora pelo ralo!;
·         Evite brincadeiras com água. Troque-as por outras. Elas podem ser tão divertidas quanto às com água;
·         Desligue a torneira ao escovar os dentes;
·         Evite usar copos descartáveis, mesmo os recicláveis. Tanto a produção quanto a reciclagem deste material demanda o consumo de muitos litros de água. Prefira ter sempre em mãos uma caneca (daquelas de plástico mesmo) ou uma garrafinha de água (isto ainda te incentivará a beber mais água).